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Foto: www.educacao.ma.gov.br/29534-2
EMERSON ARAÚJO
( BRASIL - MARANHÃO )
Nasci em Tuntum (MA) em 1958.
Sou professor, escritor, jornalista, radialista, gestor educacional e agente cultural.
Licenciado em Língua Portuguesa pela UFPI - Universidade Federal do Piauí, formação que consolidou minha vocação para o magistério e o amor pela palavra.
Posteriormente, me tornar bacharel em Direito pela UESPI - Universidade Estadual do Piauí. E especializei-me em Educação Profissional pela Faculdade Boa Viagem (Recife- PE).
Na literatura, sou poeta ligado a geração mimeógrafo piauiense (décadas de 1970-80), com uma obra marcada pelo lirismo e o engajamento social.
Entre meus livros e antologias: Vendedor de Picolé, Topada, As Pedras da Aurora, 16 Movimentos Acima da Escuridão, Baião de Todos (Edições I e II), Estas Flores de Lascivo Arabesco, Címbalos Lutas e Olhares (2015), Eros das Eras e Antologia CAMONES. Minha escrita busca dialogar com o popular e o filosófico, mantendo viva a tradição da poesia nordestina, área que me possibilitou contribuir com a formação técnicas e a qualificação de trabalhadores. Minha trajetória profissional é marcada pela paixão pelas letras, pelo compromisso com a educação pública e a crença de que a cultura e a comunicação são instrumentos de transformação social, dedicando-me a unir saberes e práticas em favor de uma sociedade mais justa e consciente. Além da sala de aula, encontrei na comunicação uma forma de ampliar minha atuação social.
Jornalista e radialista, edito o Bate Tuntum (htps:/batetuntum.com.br), blog de reflexão e informação sobre temas locais, regionais e nacionais, que combina jornalismo, literatura e cidadania. Atuo guiado pela ética, liberdade de expressão e pela defesa da identidade maranhense.
Exerço o cargo de Coordenador Estadual da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME-MA).
Sou membro da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes (AVLA).
Atualmente presido a ATLEA - Academia Tuntuense de Letras, Educação e Artes.
Sou Conselheiro Municipal de Educação de Tuntum.
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COLETIVO DE POETAS: TRINTA E CINCO, A HISTÓRIA E O PO O EM MOVIMENTO, LEMBRA? / Organizado por Menezes e Moraes. Brasília: ACE, 2025. 200 p.
ISBN 97-65-87326-16-3. No. 10 970
POÉTICA E CANTORIA PESSOAL
O meu verso não é minha sina
Triste ou não
faz-se festinha em alguidar
Depois assina
com sangue coração
O meu verso vai além da escrita
Alegre ou não.
Desenham-se manhãs em pétalas
Depois se beija
com uma fatia na boca de maçã
o meu vero é meu quintal
planta ou não
imagina-se uma boa névoa
depois se entroniza
com plumas de algodão
o meu verso agora é deserto
Palavra ou não
Pedaço de mim ou não
Depois só depois razão e ilusão
O RIO DA MINHA ALDEIA
O rio da minha aldeia
não tem a fertilidade do Nilo
nem as carrancas do velho Chio
muito menos o boto cor de rosa do Amazonas
O rio da minha aldeia não é o Tejo da ufania portuguesa
Nem o rio Acheron mitológico
O rio da minha aldeia é apenas um rio temporário
que escorre sobre a mesa
O rio da minha aldeia estende as suas barrancas
ruas casas e pessoas
sua doída correnteza
CANTIGUINHA DE OUTUBRO
O meu índio não está em nenhuma estrela colorida
Nem se faz de Muhammad Ali
Nem de puro Perí
O meu índio luta aqui
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Página publicada em abril de 2026.
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